terça-feira, 5 de setembro de 2017

colete salva vidas

e por causa de todos
de todos aqueles botes
e coletes luminosos
aos poucos
bem aos pouquinhos
fui esquecendo meus
tubarões

três vezes trezentos
mil dentes serrilhados
enterrados na barrriga
de uma estrela perdida
perdida do mar

barbatanas e belezas
azuis camuflando a
força de dois prédios
desabando o outro
sobre um

mas a memória
a memória amnésica
dissipada no laranja
inflável e nas luzes
e tochas acesas
numa intuição feliz
de margens

tudo parecia seguro
segura demais

a gente fica meio besta
quando está apaixo-

nado


.

Nenhum comentário:

Postar um comentário