domingo, 18 de junho de 2017

esquecimento

amputada a memória
do corpo:

senta-te na cadeira-móvel
aquela do amor paralisado
apreenda o esquecimento
e ria-te muito
e sempre
de ti

pede
ao teu deus que me tenha
em teus
braços
lápis ou
caneta
o calendário em branco
dos dias
perdidos
na neblina de um futuro
indistinto

pede que eu possa
escrever
pérolas ou ostras
depois
de um mergulho fundo
atiras uma garrafa
ao mar

e não peças mais
nada



.

Nenhum comentário:

Postar um comentário