terça-feira, 20 de dezembro de 2016

regras

as regras do mundo me aprisionam
e tingem de vermelho a louça da privada
o medo 
habita as pernas que se movem alucinadas
nas avenidas do trabalho
mas vivem especialmente no meu sexo
vagabundo
é lá que o medo toma chá com bolachas
lê jornais repetidos e notícias atemporais
ri da minha cara de gozo e granola
enquanto fogo fodo de olhos fechados 28 dias seguidos e
finjo 
que você não está lá
que está tudo sob controle, só eu
e o meu sexo
transgredindo com violência
o mundo
das regras


.

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