segunda-feira, 20 de junho de 2016

impressões

sento-me à janela
olho o frio

escrevo um poema
dois três e mais outro
e outro
ainda

sento-me no frio
observo
a janela

meia dúzia de linhas
versos livres
aladas
há palavras
que não se submetem
à tinta

- onde estás agora? -

escrevo frio
frio
frio

mas é o mundo que estremece


.

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