terça-feira, 7 de junho de 2016

da flor que fugiu do ninho

plantei-me tão longe e mesmo assim
vieste
colher-me

para quê?

se queres tua casa adornada
há papéis de parede
há paredes

toma nas mãos essas tintas
deixa-me
                     só
com meus ventos


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