domingo, 3 de abril de 2016

romântica

escrevi com sal grosso sete poemas n'água e você
nada!
de se afogar

só post-it verde-limão
colado nas margens
cagando regras prêmios e o diabo de quatro pr'essa
mentira!
que a tua vaidade quer

estilete cego não pode cortar inundação e o meu vermelho é mar é infinito é urbano

desvio - >

já troquei nome sobretudo cachecol
segredinhos sujos de liquidificador
joguei fora os desenhos desanimados das paredes
joguei paredes
nasci hoje há 15 minutos da estação lygia clark
esquina com a nossa-senhora-de-todos
-os-nomes

agora sou pisciana
co'ascendência escorpião e lua teimosa na casa
cheia
e um sol queimando a colmeia de pelos e azuis
raros entre as pernas

meus ovários cabem na pineal e são imensos

na garganta gesto um bebê que fala a língua
dos anjos e os anjos falam / a /
todas as línguas

me ciganei na luz
e posso ler teu futuro no encarte de um maço
de cigarros derby
debby é o meu nome e, por favor, entra na fila
do autógrafo

que risco uns versos lilases nessa tua cara
de espanto te espanco
mas sem poesia porque minha poesia é grande demais pra caber no ateu abraço



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