sexta-feira, 8 de abril de 2016

[noturna]

noturnos os peixes
no lago enigmático de dentro

absortos e nodosos os peixes-
espada
corte oceânico numa ideia de
ventre

suspensos
em negra contemplação:

nem lua
nem estrelas

cavalos-marinhos relincham
em outro poema

uma flor de lótus
(ainda em botão)
aguarda o desabrochar narcótico
de duas pétalas
amnésicas


.

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