quarta-feira, 15 de abril de 2015

G Collection

estranho esse poema que me leem outro
avesso de uma ideia rubra
e chagosa

era tudo som
bra, descaso, sol
idão

agora reluz no ouro roubado da sua lei-
tura: poema rasurado de fofices em pink e gotas de chocolate Godiva

onde aquela lua primeira com são jorge
atravessado por garras
de dragão?

onde a fenda funda de uma foda solitária abortada na ponta dos dedos?

onde o buraco negro de dois caninos sem
corte e aposentados nos bolsos do jeans
surrado?

você levou meu poema pra passear e ele voltou
lindo!!!
exclamoso de tosa e pet's apetrechos: três bobs
nas orelhas e nunca mais se vê o pus pingando
dos ouvidos

de que serve ouvir a boca que não pode falar?

e isso faz todo o sentido:

domesticado na sua língua bárbara e besuntada
de cacau reimportado, um ex-estranho-poema
fica bem
fica mais
[fica comigo por favor só essa noite...]
                                                   
apresentável



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