terça-feira, 21 de abril de 2015

drenagem

drena-me, senhor, esse mar
da língua

esse mar

apurado
de peso raro
sal que m'embota a poesia

seca, senhor, com teu sol
o manto,
istmo de terra
que liga a língua: penín-
sula do meu corpo a teu

etéreo ser         no outro

deixa que o junco espere
a mina brotando no céu
da boca
chovendo sobre papiros
palatais
doçura em s
cristalina em ele
transparência em ene
poesia repentina
que me alaga em ze-
lnys


.


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