quinta-feira, 23 de abril de 2015

dourado

dourado
um peixe impresso
em notas
      azuis

tatuado de escamas
e enigmas
cioso
o peixe passeia no caos
desporto

mar aberto

dourada garoupa des-
nuda
mergulhosa de corais
vendada no demoroso esticado dos fundos

um peixe
      raro
      imaginário

azul
colado ainda nos dedos
tocaiado em dobradiças
de pernas, vacuoso
em memórias de sal

não houve
       [ruídos]
trilhas azuis

caminhos que se fazem líquidos
transparências in-can-
                                    decentes

o peixe investe no movimento
porque não há atalhos para o si-
lêncio


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