segunda-feira, 30 de março de 2015

cafeomancia

como quem lê o futuro na borra de café
tento juntar as migalhas
do teu pão sobre a mesa

cacos
do que restou de mim
depois dos teus dentes

matemática refinada:
circular é quase sempre o tour do cavalo
solitário

horas escuras jogadas
à porcelana da xícara
sem asa
e janela

mas já passa das onze e eu nunca fui boa
enxadrista
pra me ganhar de você


.





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