sexta-feira, 23 de janeiro de 2015



Mi amor, hoy me acordé de ti aunque no lo mereces tengo que reconocer que te amo. Cómo olvidar aquel día cuando te pregunté sobre mis cuadros por vez primera. Yo chiquilla tonta, tu gran señor con mirada lujuriosa me diste la respuesta aquella, para mi satisfacción por verme feliz, sin conocerme siquiera me animaste a seguir adelante. Mi Diego del alma recuerda que siempre te amaré aunque no estés a mi lado. Yo en mi soledad te digo, amar no es pecado a Dios. Amor aún te digo si quieres regresa, que siempre te estaré esperando. Tu ausencia me mata, haces de tu recuerdo una virtud. Tu eres el Dios inexistente cada que tu imagen se me revela. Le pregunto a mi corazón por que tu y no algún otro. Suyo del alma mía. Frida K.

sábado, 17 de janeiro de 2015

diálogos

ele me pergunta se sempre fui assim
sempre fui essa noite
até o dia
        em que as palavras
                         amanheceram


.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

meus sete anos

aos sete anos ganhei meu primeiro escafandro
era cor-de-rosa


.

ágata

morar dentro de uma pedra
encontrar um lugar
onde não há lugar

encolher-me
azulescer-me

fechar a boca
os olhos e todos os poros
da ideia

voltar a ser pedra
de novo


.

amizade

tem dias que acordo triste
com o travesseiro cuspindo
penas

mas aí abro a gaveta
do criado-mudo
contemplo minha coleção de pedras:
aceno-lhes com uma xícara de café

elas me dizem bom-dia

e eu sorrio
novamente


.

poema deslocado

e porque vivemos juntos
só ele me sabe
                toda
                dor que carrego
nas costas, as asas
quebradas
na infância
                os joelhos
feridos
só ele me sabe
                 os debaixo
                 das unhas
onde apertam
                 meus calos
só ele sabe
quando sangro mais

só ele me sabe o ponto
                cruz
na pele, a fina parede
que guarda memória

só ele sabe o nome impronunciável
desse meu resto de fé
porque ainda vivemos
juntos eu
e ele
sabe
onde
m'escondo

sabe a carne frágil dos lábios
a brancura do pescoço
o branco do branco dos olhos
ele me sabe a íris, a garganta
por onde respiro

só ele sabe a língua deslocada
na sensibilidade
do dente, fio a fio
dos meus cabelos
a raiz

sabe a sombra
do meu uivo, o silêncio
e o gemido só ele sabe
fazer brotar em mim
rosas vermelhas e
violetas

e por saber assim tão bem
ele tortura
a mim
como ninguém

.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015