domingo, 10 de agosto de 2014

meteorológikas

nem bem ele chegou, senti a terra pulsar sob meus pés fazendo tremer as pernas todas. acho que ele não sentiu o perigo porque continuava sorrindo. mas era certo: um terremoto se aproximava. não tinha dúvida. primeiro porque estávamos num país distante, num desses lugares paradisíacos passíveis de todo tipo de tragédia que a gente só vê na tv. depois, porque eu já tinha tido outras experiências com terremotos. ou seja, era uma sobrevivente. mas acabei sorrindo também quando me dei conta que era só o celular vibrando no bolso da calça jeans. aí enquanto ele testava a temperatura da água, li a mensagem. era ele. não ele, o outro. quer dizer, não esse outro, mas o outro, no caso, ele. "que horas vc vem pra casa?". bingo! eu nunca erro: o fim do mundo só tava começando. então pra não perder tempo comecei a me livrar logo do jeans.


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