quarta-feira, 18 de junho de 2014

insônia

na janela, a lua
globo ocular, portal
circular, tela plana na imagem plena
a vida que foi sem intervalo comercial
a
língua seca de insônia conta carneiros
cordeirinhos de deus
esfolados estripados
pendurados ao ipê
amarelo des
espero
um

dois três quatro cinco seis sete oito nove dez onze doze treze catorze quinze dezesseis dezessete dezoito dezenove vinte e um vinte e dois vinte e três vinte e quatro e cinco vinte e seis vinte e sete vinte e oito vinte e nove trinta e um e dois e três e quatro e cinco e seis e sete e oito e nove carneiros vomitando víceras só

alma e olhos
agarrados ao sacrifício do corpo


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