sexta-feira, 18 de abril de 2014

espelho

não
sou
mais
do q'uma palavra

desespero

errante nos cantos
calados do mundo

desespero

à mingua

sugando água suja
saliva da sua língua

desespero

mete seus braços me abraça por trás
desespero

apert'os peitos invade válvula vagina
desespero

monta no tronco latino raiz dissoluto
desespero

sufoca o túnel labiríntico da garganta
desespero

esfaqueia a respiração beija na boca

meu
desespero
teu

.

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