quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

10 anos

Hilda, 

ao lado da tua, ergueremos a Casa da Lua e eu que nunca me fui farei-me loba, e dos meus gemidos tecerei uivos, do vazio, tácida espera, do meu quarto minguante, antes, plenitude e maré cheia... 

e viveremos juntas, irmãs siamesmas, dentro d'um grito trespassado por aguda flecha de silêncio...

e no quintal, junto aos cães, duas rosas, feridas de espinhos, plantadas num duplo uivo, profundo e de roldanas, lançado à lua de dentro.



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