terça-feira, 26 de novembro de 2013

porta aberta

suas malas
seus sapatos
suas chaves
sua camisa no meu sofá

seu banho escapando por debaixo da minha porta

sua vida acordando meus cantos
                                        minhas cortinas
                                                 meu corredor
coberto de sílabas
loucas
roucas
poucas
palavras enroscadas
trepadas
         aos pés
                da cama

nua
sua
nossa
ainda

cena congelada no balde com duas taças rasas
ideias
sensíveis
sem tempo
pra pensar

sento e espero
apenas o chuveiro parar
de chover

é primavera
de novo

você entra na minha casa
e bagunça as gavetas da minha vida


.


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