quinta-feira, 28 de novembro de 2013

nijah



de longe
me chega a mim
aquilo que guardo dentro
das mãos do bruxo conhecedor
dos meus sonhos o preparador
dos pesadelos constante vigília
no lago das cabeças sem-nome
o sem-fundo
nada

num méxico sem méxico
suspenso no pico da neblina
nijah o feiticeiro lê meu sonho
futuro no livro sem livro escrito
na víscera ágrafa do cervo selvagem 

nijah
sabe o que não sei

enquanto durmo
uma árvore de olhos
protegida por espinhos
observa o desespero cego
da frágil luz que me lamparina


.

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