sábado, 23 de novembro de 2013

ja'nela

leio a chuva que despenca
farta
contínua
sem tréguas
em grossos fios
versos verticalizados
em aeradas linhas aéreas
da aquatelecomunicação astral

fecunda
é a chuva
que se derrama
em quente veraneio
reinvadindo sobretudo
a película fina e transparente
portal d'espelhos desmanchando
nós horizontalizada eu ainda queimo
o gramado estremece à trovoada desafiadora
do destino invade-me gota a gota a chuva que me deságua a boca


.



.

Nenhum comentário:

Postar um comentário