quarta-feira, 27 de novembro de 2013

covilhã

covilhã
e uma viagem sobre o dorso da serpente
rente ao tejo
poemas de pessoa 
para pessoa 
nós as línguas tão primas
distantes
corpos vazios carregando comboio às costas
e insígnias de ascendência rara
demarcação de um território alheio
frágeis fronteiras 
simétricas linhas alinhando ombros & tórax
ondas espumantes de sagres 
areia líquida
cevada colada às rochas abdômicas
e um céu infinito da cor dos seus olhos
laranja 
seu sorriso 
gajo de viseu
numa visada nogueira alta à beira do de trás
um caminho covilhã 
viagem mística num caiscais suspenso em fractais 
sonora é em mim a voz que não é sua


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