sexta-feira, 1 de novembro de 2013

chuva dourada





sabe esse vento?
ainda guarda meu invento de você


tão fortaleza essa que sou
depois que te fiz pra mim

tempestade de pedra
monumento que lambo ao longe



e porque soprei tanto teu nome à janela

de pernas abertas cuspindo perfume nas horas ciosas
e porque recortei tantas palavras e poemas
chuva de papel picado mijado no asfalto

ah esse vento
esse vento não te desinventa

me seguro no batente e permaneço
na minha apocalíptica forma de amar

trocando chorar por mijar

última tentativa de te despoetizar


.

Um comentário:

  1. por que a formatação não me obedece?
    não era pra ser assim esses versos fugindo uns dos outros...

    ResponderExcluir