quinta-feira, 8 de agosto de 2013

poemas que li'da'manhã

poema
põe [tua] mão
               e a outra
firme e forte
as'segura sobre mim
roxura doída de dedos
arrem'essa m'eu me'do ao chão
t'eus signos todos pra fora
virilidade im'prevista
penetrando a'manhã
                  ainda ébria da noite
violentando m'eus sentidos
                   in'consentidos
poema que me rala me rela
                              me relê
corpo-carpete suado
colada ao chão
assinatura irregular
contra-assinatura
reflexo in'fome na geometria
translúcida translúcifer translívi' 
                               da jan'ela


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