domingo, 14 de julho de 2013

palavras de segurança máxima

possibilidade aterradora
de um viver para sempre
refém do teu co-mando

palavras de beber
palavras de comer
palavras de dormir
palavras de sonhar
palavras

acordo no breve piscar
de um poema a outro:
reconheço no que toco
o Limite
fronteira intransponível
entre o fora e o dentro
daquilo que é
                    [tua vida]

não há porta ou janela
não há senha de acesso
não há chaves possíveis

[mulher-ilha cercada de
palavras e encarcerada
em finos fios de poesia]

não há culpa, nem há
culpados
dei-te as coordenadas
precisas para a prisão
que ontem precisava

e agora entrevejo:
verso sobre verso
o muro se erguer
ao alto sobre mim

numa fresta o sol
e a lua se revesam
em rondas rítmicas

suavidade e atenção
desejo e vigília
vigília e desejo
atenção e suavidade

enfim, estou segura
dentro da máxima
ilusão de liberdade
construída para
                   aparar o que em nós é o corpo transbordante:
                                                                                         AMOR

pausa para aplauso
aos poetas-arquite
tos de ALCATRAZ

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário