terça-feira, 30 de julho de 2013

feitiço do nome

quem entenderia os esgares de uma mulher vagando
com as mãos sobre a ferida, a ferida sobre o peito

árvores
animais
pedras,
toda floresta se curvando
ao vê-la em chamamento

ensandecida

cantar o nome que é o Nome
o nome daquele oco
o nome daquela falta
o nome daquela ausência

o nome de um coração alado
colado à boca da noite
exilado nos braços de prata da lua

aquela mulher, nua, cantava pro seu de-dentro

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