sábado, 13 de julho de 2013

escorpiões marinhos (final)

reviro-me na fogueira
que eu mesma avivei
alimentada pelo veneno
do silêncio de pernas e
passos e lábios e mãos
e palavras virgens
                de papel

reviro-me nos sonhos
que me cozinham num
molhado ardente
de orgasmos
     solitários

o oceano de lavas
vermelho-dourado
de cabelos e pelos
que me consomem
               (e some)

canibaliza medo & poesia
escorpião dos meus sonhos
demônio dono das minhas
mãos & guia de minhas or
                                     -ações
entoadas em braile
tatuadas de digitais
                        ais

morro-me
incendiada no no azul
marinho da tua caneta-
                              tiinteiro
                              de nós dois
envenenada

.

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