domingo, 16 de junho de 2013

retorno



de novo
esse ecoar de palavras
me ardendo o peito & estilhaçando medidas
desejoso de queimar a brasa do pensamento
de acordar o grito uterino escondido nos confins memoriais
de rasgar à unhas inlapidadas o túnel úmido e escuro da garganta

de novo
uma fé inadjetivável e inabalável na fenda no impossível no inominável

de novo o desejo parido na necessidade de fugir à prisão sintática e me libertar dos grilhões dos sentidos para asas então encontrar refúgio no canto lacrimoso dos teus olhos de mar & mata infinita-mente atlântica


.

2 comentários:

  1. liberte esse desejo e fuja dessa prisão sintática.

    reprimir desejos é quase uma atrocidade a nós mesmos....

    retorne liberta de palavras pintadas pelos seus desejos.
    eu aqui, vou fazendo o que posso e o que posso não tem nada de fugidio, de desejo também.

    desejo-lhe a melhor inspiração.

    ResponderExcluir