domingo, 2 de junho de 2013

cores de guerra

céu alaranjado
sobre o vaivém de ondas
verdejantes

mar adocicado
dançando sobre a poeira
vermelha

queria pintar
como Frida

[ou escrever
como Hilda]

pintar o canavial
como invasão

        um exército de colmos
        vergados em adoração
        ao Vento

nósentre
floresta de açúcar
entrenós

paisagem pincelada
no centro da cidade

        murada
        pelos teus

        lençóis


.

4 comentários:

  1. esta bonito este poema, mesmo que ao le-lo tivesse encontrado realidades dispares.Não?
    pareceu-me.mas pode ter sido o meu olhar para as letras ou o meu pensamento nos olhos.

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  2. o "pensamento dos teus olhos" (lindo!) viu nitidamente: realidades díspares que se cruzam e desestabiliza a lógica da vida da gente...
    :)

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  3. eu vejo a coisa sob outro prisma.discordo da sua opinião de desestabilização.eu entendo que quando nos defrontamos com realidades díspares, nos é tremendamente mais fácil analisar e avaliar num cruzamento, a definição da direcção.mas é a minha visão dos cruzamentos.
    respeito a sua.

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  4. eu prefiro o seu pensamento ao meu, embora na minha prática as coisas estejam continuamente se desestabilizando... :)

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