terça-feira, 14 de maio de 2013

dos bens


não domino as artes
da posse

nunca tive peixes
ou dinossauros

as bonecas da infância
entreguei às crianças

meu útero
se desfaz

tudo me
abandona

eterna solidão
dos que pensam

minha casa
não tem porta
mas tem janelas
abertas

só os pássaros
vêm me visitar

recebo-os e alimento
seu canto alegre
do vôo

depois
a eterna solidão
dos que sonham

um pássaro
em tudo azul
que ficasse

apesar de gaiolas
impossíveis


.

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