quarta-feira, 20 de março de 2013

a morte da deusa


há muito tempo
tomei
         e me tomou
o hábito
de estar morta

*

mas teus olhos
sob a cortina de fumaça
insistem os meus


*

e agora nos sempres
tomo
       e toma-me
um hábito
[infinitamente azul]
de estar em ti


a todo instante.


.





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